Opinião

Haddad ou França? Haddad e França!

“A permanência de França impede a ascensão do candidato de Bolsonaro”, escreve o jornalista Alex Solnik

Fernando Haddad, Tarcísio Freitas e Marcio França
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Por Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia

Não é correto afirmar que a maioria das intenções de voto hoje em Alckmin migra para França quando Alckmin sai da disputa.

A primeira pesquisa a governador deste ano, a da Ipesp, com todos os candidatos no jogo, mostra Alckmin 20%, Haddad 20%, França 12%, Boulos 10% e Tarcísio 7%.

Sem Alckmin, Haddad vai a 28%, ganha oito pontos percentuais; França vai a 18%, somando seis pontos percentuais e Tarcísio cresce três pontos percentuais, indo a 10%.

Quem ganha mais sem Alckmin é o candidato do PT (Haddad) e não o do PSB (França).

Mas a informação mais relevante da pesquisa é a que revela o que acontece quando França não é candidato.

Haddad chega a 33% – cresce cinco pontos percentuais – mas quem cresce mais é Tarcísio que, com seis pontos percentuais a mais, vai a 16%, o que lhe garante vaga no segundo turno.

A permanência de França impede, portanto, a ascensão do candidato de Bolsonaro.

E um segundo turno sanguinário entre petistas e bolsonaristas.

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