É desnecessário provar que Bolsonaro foi o mandante do crime hediondo praticado contra Dom e Bruno. Os assassinatos cruéis foram estimulados pela política de terra sem lei que implantou na Amazônia. Não há como ocultar isso.
Nada pior poderia ter acontecido para sua campanha de reeleição. A pauta mudou. Não há mais espaço para seu golpismo, para seus ataques às urnas eletrônicas. De agora em diante ele será pressionado a explicar os crimes e a modificar sua política do meio-ambiente. Dentro e fora do país. Acordos comerciais com a Europa ficam ameaçados.
Um fato impactante como esse muda o rumo da eleição. É a facada ao contrário. Se a facada abriu caminho para sua vitória, os assassinatos abrem caminho para sua derrota já no primeiro turno.
As investigações vão prosseguir por muito tempo. E, portanto, o noticiário negativo para o governo. O caso será usado por todas as campanhas. Será o tema principal dos debates. Nenhum marqueteiro, por mais genial que seja, seria capaz de desvincular Bolsonaro do esquartejamento.
O crime mostrou a barbárie à luz do dia. Os assassinos, independentemente dos mandantes, estão alinhados com o pensamento de Bolsonaro; as vítimas estão do outro lado, são anti-bolsonaristas.
A pauta do país mudou de urna eletrônica para urna mortuária.
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