247 – O economista Eduardo Costa Pinto, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), classificou como um “saque” a retirada de lucros exorbitantes da Petrobrás por parte de acionistas minoritários, que sugam a renda dos brasileiros com o objetivo de enriquecer.
Somente no primeiro trimestre, a estatal lucrou R$ 44,5 bilhões –uma alta de 3.608% em relação ao mesmo período de 2021. A margem líquida foi de 31,6%, enquanto as concorrentes tiveram no máximo 11,5%. Tais valores resultam da política de preços, que liga o preço dos combustíveis à taxa de câmbio, apontou o economista.
Segundo ele, as duas soluções apresentadas pelo governo para conter a alta dos preços nas bombas são inadequadas. De um lado, o teto do ICMS tem caráter paliativo, enquanto privatizar a estatal, como foi feito com a Eletrobrás, completaria o “butim”.
“Existem dois movimentos: o de curto prazo, que é para diminuir os efeitos do aumento de preço, e a tentativa de privatizar. Chamo isso de butim, aconteceu na Eletrobrás e na venda de vários ativos da Petrobrás. Isso não é hiper-neoliberalismo, é um butim, um saque. É pegar o que é possível enquanto não muda, dificultar qualquer medida de mudança do próximo governo”, disse.
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