Ao que parece, a campanha de reeleição do presidente Jair Bolsonaro não administra mais sua agenda cognitiva e comportamental. O candidato continua seguindo seus instintos primitivos sem preocupação com ambiente, aliados e público.
Com a derrota anunciada para o ex-presidente Lula do PT, o candidato do PL recorreu ao general Braga Netto para ser vice em sua chapa. Essa escolha diz muito sobre contestação do resultado das urnas, sobre tentativa de golpe e perseguição aos adversários.
O grupo político que forma o Centrão e que apoia o candidato à reeleição, não está interessado em Bolsonaro pós derrota, não vai sustentar tentativa de golpe, por isso a preferência pela ministra da agricultura, Tereza Cristina, como primeira opção na linha sucessória.
Todos lutam pela própria sobrevivência parlamentar e não hesitarão em virar a casaca e apoiar outro candidato caso o barco atracado comece a fazer água.
Com medo de entregar a carniça aos urubus, porque sabe que não contará com o apoio dos aliados civis em uma aventura golpista, Bolsonaro colocou os pés no quartel com a intenção de fugir do longo inverno que o espera depois de janeiro 2023.
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