Perder o orçamento secreto foi a maior derrota de Arthur Lira desde que se tornou o todo poderoso presidente da Câmara.
É evidente que seu poder diminui. Ele não terá os R$20 bilhões para distribuir entre os deputados que iriam garantir sua reeleição e fidelidade nas votações.
Poderá tentar arrancar essa verba da PEC da Transição, mas terá de ser muito habilidoso para que a manobra não seja detectada.
Se optar pela vingança, enterrando a PEC, poderá jogar a sua reeleição pela janela.
O Bolsa Família não corre risco, mesmo sem a PEC. Os R$70 bilhões estão garantidos: foram excluídos do teto de gastos por Gilmar Mendes.
Não era o presente que Lira esperava do Papai Noel.
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