Opinião

Pelé virou símbolo de Brasil e Brasil, símbolo de Pelé

Pelé virou símbolo de Brasil e Brasil virou símbolo de Pelé – ambos em um altar inalcançável da bola

Pelé
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Pelé morreu. E o futebol vive o dia mais triste da história. Desbota. Silencia. Reverencia.

Pelé pairou sobre todos na arte de desafiar leis da natureza e do esporte com talento, genialidade e a consciência de uma majestade eterna no reino da bola.

Incomparável, prevaleceu em todos os fundamentos do futebol. Do cabeceio à finalização. Dos chutes à liderança. Do domínio ao drible.

Elevou o futebol a um patamar de relevância jamais visto. E fez da modalidade o passaporte para uma inserção diplomática do Brasil mundo afora.

Pelé virou símbolo de Brasil e Brasil virou símbolo de Pelé – ambos em um altar inalcançável da bola.

Eternizou o 10 enquanto referência de qualidade, de inteligência e habilidade para todas as gerações subsequentes.

A mística da “camisa 10” existe porque Pelé viveu e jogou. Brilhou e inventou. Fez do futebol uma paixão e um encontro do país com a própria identidade.

Sob Pelé, o Brasil foi ao pódio do mundo 3 vezes. Ninguém alcançou a façanha. Nem país nem gente.

E não há gente, atleta, jogador igual ao Rei. Todas as comparações, falhas por essência, só dignificaram ainda mais a supremacia de nosso 10.

Do craque imbatível. Do recordista inalcançável. Do atleta do século. Do negro reinventado. Empoderado – pelos próprios caminhos tortuosos, dentro e fora das quatro linhas.

Do humano oscilante, controverso, com virtudes, falhas, e, por isso, um ponto de convergência inexorável do curso chamado vida.

Pelé morreu, mas segue vivo. É o pulso do coração no peito de cada boleiro, brasileiro, de cada pessoa no mundo. Pelé, eterno.

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Cortes 247

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