Opinião

Biden avisou Lula que ia reconhecer Gonzalez

Apesar de continuar esperando as atas, Lula sabe que, com atas ou sem atas, não irá romper com o atual governo venezuelano

Joe Biden (à esq.) e Luiz Inácio Lula da Silva
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No dia 30 de julho, Biden ligou para Lula. Dois dias depois, a 1 de agosto, Anthony Blinken declarou Gonzalez vencedor da eleição na Venezuela.

Por esse calendário dá para cravar que Biden tomou a iniciativa de avisar Lula da decisão de apoiar a vitória da oposição antes de anunciá-la publicamente, e tentou cooptá-lo. Esperando, talvez, fazer o anúncio ao lado de Lula, o que seria um golpe duríssimo para Maduro.

Também é óbvio que Lula não topou, nem poderia. Se o fizesse, iria a reboque do maior inimigo de seus dois maiores aliados, Rússia e China, que já reconheceram Maduro. E que ficariam muito insatisfeitos.

Apesar de continuar esperando as atas, Lula sabe que, com atas ou sem atas, não irá romper com o atual governo, não só para não perder o diálogo com ele como para não avalizar a posição dos Estados Unidos.

Maduro continua alegando estar sob ataque.

Ele já responsabilizou o “sionismo global”, a seita satânica de Elon Musk, o Tiktok e o Instagram e hoje acusou Boric de dar aval a grupos pinochetistas que estariam treinando no Chile para depor seu governo.

Justamente no dia em que Lula faz uma visita de estado a Boric.

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Cortes 247

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