Arábia Saudita é uma ditadura! Entretanto, os EUA convivem em harmonia com esse país, fazendo negócios sem embargos, sem bloqueio às empresas ou Estado saudita, mas bloqueia a Venezuela.
Arábia Saudita e a Venezuela têm muito petróleo. Qual a diferença? O regime que não é!
O petróleo da Venezuela é o melhor, de fácil extração, refino, barato e está pertinho dos EUA. Quase brota da terra. De qualidade melhor que o óleo grosso do Brasil, cujo refino custa mais caro e está bem abaixo do chão.
Os países ricos querem uma revolução pela barriga do povo, disruptivas, que se rebelem contra o governante. Fazem uso de bloqueios comerciais. Quando Maduro requisitou o ouro do país em banco inglês na COVID, em 2020, a Inglaterra não devolveu, dizendo que o mandatário do país era Guaidó. Contudo, Guaidó não requisitou, por si ou conjuntamente, tal montante – não o fez nem para salvar seu povo da pandemia.
Atualmente, essa guerra econômica ocorre paralelamente na imprensa corporativa, numa patrulha contra a tal “ditadura de Maduro”, cujas Instituições oficiais lhe atestam vitória eleitoral. Dizem-se pela boca da imprensa que o Conselho Nacional Eleitoral está sob o controle de Maduro. Ou seja, de que mesmo com as ditas atas eleitorais, legalmente apresentadas por órgão institucional do país, não reconhecerão a vitória de Maduro. Entretanto, reconhecem de afogadilho, mesmo por atas estranhas o principal opositor González.
O Brasil detém a tecnologia da prospecção em águas profundas. Na época do pré-sal, os economistas de mercado diziam diuturnamente na imprensa corporativa que não adiantava, existia, mas era praticamente impossível ultrapassar essa camada oceânica. Quando a Petrobrás teve êxito na prospecção da rica jazida, a campanha pela privatização da Petrobrás se intensificou com sangue nos olhos, numa sórdida campanha midiática – perdemos refinarias, como as da Bahia, mas não a empresa, ufa! O que ocorre com a Venezuela não é pela má administração ou truculência, mas pelo óleo negro brotado do chão venezuelano, com o sangue e suor dos campesinos.
Por ora, os analistas dizem que os EUA não querem interferir diretamente em nenhum país e o dólar começa a perder hegemonia. Em 2030, a China poderá ultrapassar o crescimento econômico americano. Por quê?! Ora, pois enquanto os EUA fazem guerras e gastam em armamentos, os chineses montam a infraestrutura de sua nação e diplomacia multipolar. Ora, dirão, mas são comunistas! A China se difere do comunismo dos tempos da Rússia num espírito prático de um Buda da felicidade.
Ainda concluem analistas de esquerda ou de centro de que a multipolaridade é irreversível com a China e outros países, capitalistas ou comunista ums, ditaduras de direita ou de esquerda, inclusive numa cesta de moedas além do dólar, cujo status até o momento era de moeda única.
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