O silêncio operado pela mídia corporativa é o ato ideológico mais grave e podre na manutenção da alienação promovida pela (extrema) direita.
É quem impede a consciência sobre os desvios do bolsonarismo e normaliza a nocividade por trás de violências contra o país e o brasileiro.
A ocultação tem método e propósito – blinda os aliados para respaldar um modelo compartilhado de sociedade sob cabresto do mercado.
Ou seja: elitista, desigual e concentrador – em essência, desumano, antipopular e antinacional.
A omissão sobre a matança de crianças e jovens pela violenta polícia de Tarcísio de Freitas e a cogitação de golpe por Ciro Nogueira é ilustrativa.
A mídia atenua ou esconde a fascistização em SP para fantasiar moderação de um sujeito notável pelo estímulo à selvageria policial.
Na bifurcação entre a vida de pobres e negros e a imagem do governador, não há hesitação – a mudez editorial sacrifica os descartáveis.
O menosprezo à confissão do senador em favor dos ricos segue a toada – cala o absurdo para naturalizar a mamata fiscal às custas de quem pouco tem.
A conivência anestesia a opinião pública e valida delírios bolsonaristas de eficiência e retidão – mentiras embrulhadas como virtude para recrutar fanáticos.
O silêncio midiático aliena – é um eco da podridão.
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