247 – O governo argentino entrou na Justiça contra o que classifica como uma operação de inteligência ilegal voltada para “desestabilizar o país em plena campanha eleitoral”. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (1º) pelo porta-voz da presidência, Manuel Adorni, e repercutida pelo portal InfoMoney, citando ainda declarações ao jornal Infobae.
Segundo Adorni, conversas privadas de Karina Milei, irmã do presidente Javier Milei e secretária-geral da presidência, foram gravadas, manipuladas e divulgadas sem autorização. “Conversas privadas de Karina Milei e outros funcionários foram gravadas, manipuladas e divulgadas para condicionar o Poder Executivo”, disse. Ele reforçou: “Não foi um vazamento. Foi um ataque ilegal, planejado e dirigido”.
Escândalo político e reação do governo
As gravações vieram à tona em meio ao escândalo que envolve acusações de corrupção e subornos na Agência Nacional de Deficiência (Andis), ampliando a pressão política sobre a gestão Milei. A revelação de áudios atribuídos a Karina intensificou o desgaste do governo, que agora tenta transformar o episódio em uma denúncia contra práticas clandestinas de espionagem.
Uma fonte de alto escalão ouvida pelo Infobae avaliou que as gravações não comprometem Karina Milei, mas condenou a espionagem dentro da Casa Rosada. “É gravíssimo que alguém grave com essas intenções o interior da Casa Rosada”, afirmou, ressaltando que o Executivo está confiante de que nada incriminador foi dito.
Reunião emergencial e denúncia formal
A decisão de apresentar a denúncia foi tomada ao meio-dia desta segunda-feira, após uma reunião entre Adorni, a equipe do assessor presidencial Santiago Caputo e representantes da Procuradoria do Tesouro da Argentina. Também participaram o vice-ministro da Justiça, Sebastián Amerio, e o procurador de La Libertad Avanza, Santiago Viola. O encontro ocorreu depois de intensas discussões na noite anterior.
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