247 – Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos subiram para 237 mil na semana encerrada em 30 de agosto, atingindo o maior número desde junho, conforme os dados mais recentes divulgados pelo Departamento do Trabalho. O aumento foi de 8 mil solicitações em comparação com a semana anterior. A previsão de economistas consultados pela Bloomberg apontava para 230 mil pedidos, o que reforça a tendência de desaceleração no mercado de trabalho.
Os pedidos contínuos, que indicam o número de pessoas que seguem recebendo benefícios, permaneceram praticamente inalterados, somando 1,94 milhão. Esses números refletem a crescente cautela por parte das empresas em relação à contratação, que se mantém mais restrita devido à avaliação dos efeitos econômicos das políticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. As contratações caíram para o nível mais baixo já registrado em agosto desde 2009, segundo os dados da empresa de recolocação Challenger, Gray & Christmas. Ao mesmo tempo, as intenções de cortes de emprego registraram um aumento significativo.
Além disso, a média móvel de quatro semanas de pedidos de auxílio-desemprego, que suaviza as flutuações semanais, subiu para 231 mil, o maior valor desde julho. Na análise sem ajustes sazonais, os pedidos aumentaram na última semana, com Connecticut e Tennessee destacando-se com os maiores acréscimos.
Em paralelo, a desaceleração nas contratações de empresas americanas também foi notada no mês passado, de acordo com dados da ADP Research. Os investidores e o Federal Reserve aguardam ansiosos a divulgação do relatório de empregos de agosto, que ocorrerá na sexta-feira (5). Economistas esperam que o mercado de trabalho continue apresentando crescimento fraco e uma leve alta na taxa de desemprego.
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