No dia 25 de outubro de 1975, um sábado, quando a ditadura militar estava mais viva do que nunca, correu a notícia de que o jornalista Vladimir Herzog morreu, algumas horas depois de se apresentar no DOI-Codi, um órgão do II Exército, na rua Tutóia, bairro do Paraíso, em São Paulo.
No dia 25 de outubro de 2025, um sábado, quando a ditadura militar está morta e enterrada e a tentativa de repeti-la está sendo repelida com o ódio e o nojo que merece, o jornalista Vladimir Herzog está mais vivo do que nunca, como todos pudemos ver no evento multirreligioso da Catedral da Sé, na Praça da Sé, ontem, em São Paulo.
A ditadura não matou Vlado.
Vlado matou a ditadura.
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