A resposta do Irã a Israel deixou mais clara a hierarquização da vida promovida pela mídia corporativa.
Mortos em Israel têm rosto, nome, história, família, trabalho e sensibilizam repórteres e apresentadores.
São gente – a comoção indica.
Mortos no Irã viram fotos formais, exóticas, sem histórico, laços afetivos, associados a perigo para inspirar medo e repulsa.
São monstros – a narrativa sugere.
Mortos em Gaza são anônimos, números, sem foto, história, situação social, família e não geram lágrimas na voz fria do off.
São inumanos – a frieza aponta.
A mídia faz a retórica do genocídio.
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