Haddad vetou projeto de lei que criaria o ‘Dia do Combate à Cristofobia’ em São Paulo.
É assim que os progressistas, os que sentariam no lado esquerdo do parlamento revolucionário francês em 1789, defendem os direitos humanos, a democracia social (para além de votar, o bem-estar) e a ação estatal para a correção de falhas de mercado, devem governar daqui para a frente.
O PSDB inscreveu como valor nacional a estabilidade, antes de virar um partido à imagem e semelhança da pequenez moral e ideológica de Aécio Neves.
O PT inscreveu como valor nacional a segurança alimentar, o emprego e os salários valorizados, mas a convivência com o método de gestão emanado da abertura democrática e da Constituinte de 1988 se esgotou completamente.
Agora, a etapa superior do exercício do poder tem três nuances (umas consequências das outras):
1) desmontar de vez este sistema político: quem seguir raciocinando no modus operandi da política tradicional vai ser, sim, tragado;
2) governar de acordo com o mandato recebido, sem medo de contrariar interesses e setores por questiúnculas eleitoreiras;
3) financiar campanhas com crowdfunding (o Supremo não conseguirá proibir esta tendência, com a proibição do financiamento empresarial). O voto será a conquista de corações e mentes, para governos-causa e mandatos-causa ou cofres vazios.
Claro que nunca se deve subestimar o poder nacional de se frear avanços civilizatórios, basta ver o que tenta o governo interino de Michel Temer, seja ante o mercado, os políticos, os trabalhadores e mais pobres, a diplomacia ou o papel do poder público. Vide o país-Bossa Nova ter virado uma sangrenta ditadura.
Mas é o sentido mais forte e inspirador da luta travada hoje.
O Brasil não pode sucumbir à Sucupira, mas, em seu renascimento do Brejo da Cruz, terá de ser mais do que o B dos BRICS.
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