Opinião

A primeira medida da ditadura seria anular o resultado das eleições

“Um ministro da Justiça, especialmente esse, tão submisso a Bolsonaro, só redige uma minuta dessas a pedido do chefe”, diz Alex Solnik

Siga o 247 no Google Notícias Seguir no Google Notícias Adicione o Brasil 247 como fonte preferencial no Google Apoie o jornalismo independente Apoie o 247

O que a minuta revela é que o golpe de estado não estava só na cabeça de Bolsonaro, nas suas palavras; estava na mesa da presidência da República. Era uma das opções.

Um ministro da Justiça, especialmente esse, tão submisso a Bolsonaro, só redige uma minuta dessas a pedido do chefe. Se a redigiu por iniciativa própria, mostrou-a ao presidente. E um presidente democrata mandaria prender o ministro que lhe propusesse algo tão indecoroso como intervir militarmente no Tribunal Superior Eleitoral. 

A primeira medida, se o golpe vingasse, seria anular o resultado das eleições de 2022 pelo novo TSE, que mudaria de nome, e teria oito militares ao menos, por meio desse decreto fascista.

Tentar derrubar um presidente eleito e o estado democrático de Direito enquadra os acusados – nunca é um só – nos artigos 359 M e 359 L do Código Penal, com penas de quatro a 12 anos.

Porque quando o golpe dá certo, os golpistas fazem as leis.

❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com redacao@brasil247.com.br.

Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

Participe da discussão

Acompanhe as
últimas notícias