Por Alex Solnik
Os indícios de que o cabeça da tentativa de golpe de Estado é o ex-presidente da República Jair Bolsonaro são veementes: 1) não reconheceu a vitória de Lula, ou seja, para ele a cadeira está vaga; 2) deixou o país antes da posse, para não dar na vista; 3) ocorreu dia 8 de janeiro, dois dias depois de dois anos da invasão do Capitólio, em homenagem ao seu grande ídolo; 4) internou-se assim que o golpe fracassou; 5) seu ex-ministro da Justiça, na função de secretário da Segurança do DF, trocou o comando da PM na véspera do golpe e viajou para Miami; 6) como não conseguiu a adesão das Forças Armadas, apesar de seus inúmeros pedidos, usou um bando de fanáticos como bucha de canhão.
Diante de um crime enigmático, Mino Carta perguntava para nós, míseros repórteres: qui prodest? (a quem interessa?). Esse é o criminoso.
A quem interessava um golpe de Estado? Ao Brasil? Aos brasileiros? Não.
Só a Bolsonaro. E à sua família, é claro.
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