Condenado pelo STF por ataques ao STF, o deputado Daniel Silveira foi a atração principal das manifestações de ontem contra o STF no Rio de Janeiro.
Cometeu, inclusive, o sincericídio de dizer que estava armado num evento de rua pacífico. E estava em companhia de um sósia do viking que participou da invasão do Capitólio a 6 de janeiro do ano passado.
Ou seja, ele continua a atacar o Supremo mesmo depois de ser condenado por atacar o Supremo. Reincide no crime. Age como se o indulto já estivesse valendo. E com a certeza de contar com a proteção ilimitada do presidente da República.
A provocação foi um sinal de alerta que fez o presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco procurar o presidente do STF, Luiz Fux, na tarde de hoje. A resposta aos ataques do deputado e do presidente tem que ser uníssona, não só do STF, mas dos dois Poderes. Nisso, Fux e Pacheco estão de acordo.
A discussão gira em torno do timing do julgamento do indulto presidencial.
Enquanto ele não acontecer, as afrontas vão continuar e, com isso, a tensão institucional vai aumentar, que é tudo o que Bolsonaro quer para tentar melar as eleições.
No entanto, também é previsível supor que as afrontas e as provocações sigam ocorrendo mesmo depois do julgamento, seja qual for o resultado.
Por essa razão, Fux está entre aqueles que defendem o protelamento da decisão para depois das eleições.
A questão mais urgente é conter Silveira. Enquanto não houver uma decisão ele vai continuar corroendo a autoridade do Supremo.
E não há melhor forma de contê-lo que julgar o mais rapidamente possível o indulto presidencial.
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