Opinião

Abin Paralela espionou desafetos de Bolsonaro

“Espionar não significa apenas monitoramento pelo FirstMile. Outras ferramentas também foram empregadas”, escreve o colunista Alex Solnik

Jair Bolsonaro e Alexandre Ramagem Rodrigues
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Na lista de 21 pessoas espionadas pela Abin paralela, divulgada agora há pouco pelo repórter Túlio Amâncio, da TV Bandeirantes, constam vários desafetos pessoais de Bolsonaro, tais como o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, o ministro Abraham Weintraub, o general Santos Cruz, o deputado Alexandre Frota, o governador João Dória e os ministros do STF Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes.

Espionar não significa apenas monitoramento pelo FirstMile. Outras ferramentas também foram empregadas.

Não há dúvida que a espionagem atendeu a seus interesses pessoais, o que o coloca no comando de uma organização clandestina e criminosa que se infiltrou na Abin durante o seu governo.

Isso dá muitos anos de cadeia.

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Cortes 247

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