Esse papo de que não existe guerra do bem contra o mal é papinho de direitista enrustido (em geral, intelectual que se apresenta como esquerda).
O simulacro (a superação do maniqueísmo) é um dos discursos de controle mais eficientes da elite opressora, que o enfia goela abaixo dos pensadores liberais.
É um golpe semântico.
Tratas-se do estratagema simbólico que permite normalizar apologias à tortura, a AI-5, a ditadura, a genocídio e ao combate fake à corrupção.
Um discuso besta que emburrece a opinião pública com o verniz da elite cheirosa e pseudo intelectualizada, blasé, que gosta de negar o óbvio por ofício.
Óbvio que o que está diante do nosso nariz é o bem contra o mal. Se alguém aqui disser que Bolsonaro representa uma “corrente de pensamento” eu mando internar.
O pior é que o nosso jornalismo de amebas defende a tese da normativização do discurso do ódio (do mal).
O Brasil acumulou muita coisa boa no último século, sobretudo oriunda do povo trabalhador (a cultura real, popular, anti-etnocêntrica). Não precisava uma Semana de 22 para mostrar a cultura real do Brasil: ela sempre esteve lá.
Verniz academicista, branco e elitizado me enoja.
Tudo é glamourizado e branquizado, tudo é apresentado como se fosse um favor reconhecer a verdadeira cultura preta, indígena e pobre do país.
Por isso, eles não suportam Lula. Lula é a negação desse dispositivo de apropriação indébita do talento e da inteligência inata do povo brasileiro.
Não traiu suas origens, não traiu seus valores, não traiu seu povo em troca de um apartamento em Paris.
Em vez de apartamento, aliás, ganhou o título de cidadão honorário de Paris, coisa que um certo sociólogo branco jamais teria, nem que reencarnasse umas cem vezes para tentar o feito.
O mais comovente é que Lula, dentro da sua generosidade infinita, perdoa essa elite burra e mal amada. Ele a chama para dançar, para participar da festa real, para dividir as migalhas do bolo que já é dela, mas que é um bolo sem alegria, sem tesão e sem viço.
Como essa elite é embrutecida, vingativa e histérica, ela se negou e se nega a tirar o salto alto para dançar o baião popular no chão de terra batida.
Cultura popular para essa elite, só como fetiche. Nada de integração real (e isso vale para boa parte do discurso acadêmico da área).
É por isso que não é mais cabível aceitar a estupidez que enuncia, vaidosa, o “fim” da luta do bem contra o mal.
O mal está vivo e trincado de ódio. O nome dele é Bolsonaro.
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