O site antagonista funciona como uma espécie de porta-voz oficioso da Lava Jato. Os três sujeitos que pilotam o site falam quase que como parte da força-tarefa de Curitiba. Dão diretrizes e apontam alvos para a operação.
Cumpre-me repetir um dos episódios mais impressionantes envolvendo a Lava Jato e o Antagonista.
Em abril deste ano, durante depoimento de Marcelo Odebrecht, o site Antagonista transmitiu a sessão sigilosa. Ao vivo. Um advogado de Lula, presente ao depoimento, protestou e exigiu que os celulares de todos fossem verificados para descobrir quem transmitiu. Moro negou.
Os presentes ofereceram celulares voluntariamente, mas, certamente, algum deles escondeu o celular que transmitiu a sessão. Isso foi possível porque Moro dispensou a obrigatoriedade de os presentes entregarem seus aparelhos para verificação. Alguns, porém, decidiram entregar seus aparelhos voluntariamente.
Segundo matéria do Estadão ficou tudo por isso mesmo, como se um fantasma tivesse transmitido o depoimento. Moro, sem perícia, disse que nenhum dos aparelhos transmitiu e não exigiu revista dos presentes para saber se portavam aparelho que não apresentaram.
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