Opinião

Ausências e escolhas: o tabuleiro político e ambiental em Pernambuco

Faltas em ato e apoio a projeto com impacto ambiental expõem tensões entre coerência ideológica e estratégias para 2026-2030

João Campos
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Os deputados estaduais do PT João Paulo, Doriel Barros e a deputada Rosa Amorim, presidente da Comissão de Meio Ambiente da ALEPE e que carrega no DNA o MST, se ausentaram da reunião estadual do partido e não foram ao ato de lançamento do pré-candidato a governador João Campos, definido como o candidato do PT pela Executiva Estadual e Nacional, e têm na chapa Humberto Costa para o Senado (PT).

A ausência dessas lideranças no ato de João Campos e o alinhamento implícito ou explícito com a narrativa desenvolvimentista da atual gestão estadual Raquel Lyra (PSD), apoiando o projeto da Escola de Sargentos do Exército para desmatar 200 mil árvores, desenham um tabuleiro onde a coerência ideológica parece estar em segundo plano diante das estratégias de poder para o ciclo 2026-2030.

A luta pela Mata Atlântica, no fim das contas, acaba sendo também uma luta pela transparência dos compromissos políticos.

A política é feita de escolhas, e a cobrança dos eleitores sobre esse “trio” é o que define se o custo político de apoiar a gestão estadual valerá a pena nas urnas.

Os nossos jovens e a população em geral estão cada vez mais conectados à urgência climática.

Os movimentos socioambientais veem o território como espaço de vida, não apenas de lucro.

Sigamos atentos na mobilização, resistência e de olho nessa gente.

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Cortes 247

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