Esta Escola foi criada em 1933, para formar os quadros do Partido.
Também existia, até 2018, um instituto responsável por formar os quadros do governo.
Desde 2018, a Escola passou a centralizar as duas atribuições: formar quadros do partido e do governo.
Em 2023, a Escola deu aula presencial para 50 mil alunos.
Também em 2023, a Escola deu aula online para 1.030.000 alunos.
Vale dizer que o PCCh tem 98 milhões de integrantes. A China tem 1.410.000.000 habitantes. Portanto, mais ou menos 1 militante para cada 14 habitantes.
(Para efeito de comparação, digamos que o PT tenha cerca de 2 milhões de filiados, numa população de 213 milhões. Portanto, mais ou menos 1 filiado para cada 106 habitantes. Se consideramos apenas os dirigentes de instâncias, devem ser mais ou menos 100 mil, o que daria menos de 1 militante para cada 2 mil habitantes)
Voltando à China: todo militante do PCCh tem a obrigação de – a cada 5 anos – passar 2 meses na Escola, estudando.
Toda a atual direção nacional do PCCh passou pela Escola.
Mao Zedong e Xi Jinping foram reitores da Escola.
Aliás, em algum momento a mãe de Xi Jinping trabalhou na Escola.
O atual reitor é membro do Comitê Central do PCCh e trabalha na Escola há 36 anos.
Trabalham na Escola 400 professores em tempo integral.
Além de formação, a Escola tem a missão de fazer pesquisa teórica e funcionar como “tanque de pensamento” para a direção do Partido.
O reitor da Escola (chamado, segundo ele nos disse com satisfação, de “professor” por inúmeros integrantes da direção do Partido) aproveitou a visita da delegação do PT e deu uma aula, sintetizando diversos temas abordados na resolução do Congresso feito pelo PCCh em 2022.
As referidas resoluções podem ser lidas aqui:
https://portuguese.xinhuanet.com/20221022/3dac9816b8b04d04ae1410ba5e32e51e/c.html
Ao final da visita, ficou combinado que se tentará:
1/levar ao Brasil professores da Escola, ainda este ano de 2024, para falar da história e funcionamento do PCCh, da experiência de governo e especialmente de planificação quinquenal da República Popular da China, assim como do projeto Cinturão e Rota;
2/enviar à China, em 2025, um grupo de alunos brasileiros, para estudar na Escola Central.
Por fim, mas não menos importante: a Escola ocupa um grande terreno, com várias edificações, inclusive alojamentos para muitas centenas de alunos e alunas, inclusive de fora da China.
Na continuidade, trataremos de outros aspectos da visita.
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