Embora a defesa de Bolsonaro vá lutar até o fim pelo fatiamento dos processos contra seu cliente, e seus julgamentos submetidos à Justiça Federal, a começar da 1a instância – setor do Judiciário em que o ex-presidente goza de algum prestígio – é inevitável que as três frentes investigadas pela PF – a apropriação de presentes de estado valiosos, a falsificação das certidões de vacina e a tentativa de golpe de estado – sejam reunidas num só pacote, sob o argumento da “conexão probatória” (artigo 76 do CPP).
Segundo a PF, no entanto, ela está investigando uma organização criminosa que atuou em vários delitos, alguns no âmbito do STF (golpe de estado) e outros no da Justiça Federal (peculato).
No entanto, como estão todos ligados entre si – os suspeitos são os mesmos e a maioria das provas encontra-se no celular do tenente-coronel Mauro Cid – seria improdutivo remeter algumas ações para essa e outras para uma outra corte.
Todas as investigações acerca de todos os integrantes da organização criminosa – iniciadas na operação sobre ataques à democracia pelas milícias digitais – serão encaminhadas para julgamento no plenário do STF, tal como se deu nos popularmente conhecidos processos do Mensalão e do Petrolão.
“Bolsonarão” será o nome provável do grande julgamento, que não tem data para começar.
Nem para acabar.
❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com redacao@brasil247.com.br.
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no Telegram do 247 e no canal do 247 no WhatsApp.
Apoie o jornalismo independente do 247:







Participe da discussão