Opinião

Bolsonaro é candidato a ditador

“A sua campanha é a mais suja de toda a história democrática brasileira. Candidato a presidente só há um”, diz Alex Solnik

Jair Bolsonaro no desfile de 7 de Setembro em Brasília
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Bolsonaro começou a contestar o resultado da eleição presidencial há alguns meses. 

Espalhou nacionalmente a suposição de que as urnas eletrônicas estavam programadas para dar vitória ao seu adversário. 

Sabe-se lá por qual razão o TSE protegeria Lula, ele nunca explicou. Alimentou a suposição em todos os meios de comunicação possíveis, sem nenhum indício. Colocou até os militares na parada. Não deu certo.

Derrotado na questão das urnas, passou a alvejar as pesquisas, que teimam em não concordar com suas previsões, como a de que ganharia o primeiro turno com 60% dos votos. 

A sua campanha é a mais suja de toda a história democrática brasileira. Ele não vacila em bater abaixo da linha da cintura e espalhar as mentiras mais sórdidas. 

Usa e abusa de seu poder como jamais se viu desde a redemocratização. Quer ganhar na marra.

Apela no horário eleitoral, usando até o truque do choro ensaiado. 

Mistura, sem escrúpulo algum, seu cargo de chefe da nação com o de candidato à reeleição. 

Desafia as instituições democráticas dia sim, outro também. 

Convoca os seus seguidores a promover baderna no dia da votação. Quer ganhar no grito.

Deixa claro que não quer largar o osso, que é a regra mais importante do regime democrático.  E quem não quer largar o osso agora também não vai querer largá-lo daqui a quatro anos. 

O eleitor dele deve saber. Bolsonaro não é candidato a presidente. É candidato a ditador.    

Candidato a presidente só há um.

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Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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