Situações de crise são excepcionais porque condensam, expressam em cores berrantes o que se nos apresenta muitas vezes em tom pastel.
Agora vemos em letras garrafais o que é o capitalismo ultraliberal dos neonazistas liderados pela dupla Bolsonaro-Guedes. Leia a início de uma reportagem da Folha de dois dias atrás:
“O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou na manhã desta sexta-feira (13) que vai apresentar em 48 horas medidas econômicas para combater os efeitos do coronavírus. Algumas iniciativas foram adiantadas por ele, como a isenção tributária para importação, reforço da atuação de bancos públicos e até o possível adiamento do pagamento de impostos por parte de empresas em dificuldades”.
Enquanto o ministro corria em socorro das empresas, na véspera Bolsonaro protestara contra o fato de 32 milhões de pessoas, velhos e deficientes -as grande vítimas do coronavírus- voltarem a ter direito aos recursos do BPC (Benefício de Prestação Continuada).
O tuíte dele é a expressão mais radical de sua crueldade e psicopatia. É notável que isso transpareça num texto sem um adjetivo, sem um xingamento.
É a expressão substantiva do regime neonazista:
“O Congresso derrubou nosso veto e ampliou o número de famílias que podem se habilitar ao BPC, Benefício de Prestação Continuada. Tal medida impõe uma despesa extra de R$ 20 bilhões ao Executivo no corrente ano”.
Às pessoas comuns, Bolsonaro mandou uma banana, no mesmo dia em que seu ministro prometia dinheiro, muito dinheiro às empresas e aos empresários.
Esse sistema é a morte das pessoas.
Viva as empresas, mote às pessoas comuns -é a legenda do governo Bolsonaro-Guedes.
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