Apenas comentaristas abertamente tendenciosos tentam aproximar os índices de Lula e Bolsonaro nas pesquisas de opinião. É um exercício arriscado.
O Datafolha mais recente (29-30 de março) mostra que Lula tem 38% de aprovação contra 29% para Bolsonaro. Lembrando os números finais do segundo turno da eleição presidencial, em 30 de outubro, descobre-se que, cinco meses depois, essa diferença se ampliou de modo considerável.
A vantagem de Lula multiplicou-se por dez vezes entre novembro de 2022 e março de 2023. O mesmo vale quando se projeta o comportamento futuro do eleitorado, objetivo maior de toda pesquisa política. Nada menos que 46% dos entrevistados acreditam que o governo Lula recém-instalado, “vai melhorar”, enquanto 26% disseram que “vai piorar”e outros 26% que permanecerá do mesmo jeito.
O terceiro governo Lula se inicia acompanhado pela confiança de grande parte da população.
Alguma coisa ocorreu entre a vitória, a posse e o primeiro trimestre do governo.
Há dois meses, os alinhados com a perspectiva “vai melhorar” atingiam o plano da maioria absoluta 60% dos entrevistados. Hoje, são 46%.
Não há nada de extraordinário nessa situação. Lula assume o governo brasileiro numa circunstância muito diferente daquela que o Partido dos Trabalhadores enfrentou na primeira década deste século. Apesar do intenso programa de sabotagem dos últimos seis anos, o Brasil resiste e luta.
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