Opinião

Candidato quer Ministério da Cultura de volta ao Rio

Um dos projetos de Rodrigo Neves é trazer de volta ao Rio o Ministério da Cultura, retornando à sua sede, o Palácio Gustavo Capanema

O Palácio Gustavo Capanema, no centro do Rio
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Por Hildegard Angel, para o 247

O que o magnífico, extraordinário, único Palácio Gustavo Capanema tem a ver com as eleições no Estado do Rio de Janeiro? Leiam até o fim.

Este nas imagens é o palácio, um exemplar, a céu aberto, do melhor que a arte, a cultura, a inspiração dos grandes mestres pode criar e produzir. Ele foi concebido e construído para ser a sede do então Ministério da Educação (que abrangia a Cultura) e Saúde. Sua obra começou em 1937, a abertura foi em 1945. 

Apoteose do Modernismo, o Capanema reune os nomes de Lúcio Costa, Carlos Leão, Oscar Niemeyer e Afonso Reidy, no seu projeto arquitetônico, além de Ernâni Vasconcelos e Jorge Machado Moreira, sob a supervisão do mestre de todos, Lê Corbusier.

Há jardins de Burle-Marx por toda parte, até suspensos, com seus canteiros sinuosos, voluptuosos, curvos, como são também os traços famosos de Niemeyer.

Obras de arte ocupam os espaços externos, ao ar livre, e internos, desde o famoso painel de azulejos de Cândido Portinari, na entrada, até pinturas de Guignard e Pancetti e esculturas de Bruno Giorgi, Janacópulos, Lipchitz e Silveira de Menezes. Tudo lindo, precioso, por isso seu tombamento como Patrimônio da Humanidade.

Mas Bolsonaro e Paulo Guedes, num ato de espantosa insensibilidade cultural, já estavam a ponto de “passá-lo nos cobres”, quando houve a grita geral que sustou a venda.

O Gustavo Capanema representa a pujança da cultura brasileira no Estado do Rio de Janeiro, e deve ser preservado. 

Um dos projetos de Rodrigo Neves, candidato ao governo do Rio, é trazer de volta ao Rio o Ministério da Cultura, retornando à sua sede, o Palácio Gustavo Capanema, dando a ele sua real representatividade. O anúncio foi feito por ele em grande estilo numa reunião com a cultura carioca, sob aplausos de entusiasmo. Na plateia, a ex-ministra da Cultura, Ana de Hollanda. Para isso, naturalmente, o futuro governador teria que negociar com o futuro presidente, que, em sendo Lula, tem sensibilidade para isso.

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