Desde quarta-feira a Globo News – o braço armado da Globo – não fala de outra coisa.
Até Lula, um de seus temas favoritos em se tratando de metralhar reputações foi esquecido. O tema que ocupa as 24 horas de programação são as delações de Joesley que jogaram Temer na lama.
Os comentaristas não escondem seu espanto com as revelações escandalosas e detonam a falta de ética e moral do inquilino do Jaburu.
Na nave-mãe a ordem é a mesma: derrubar Temer.
Há três dias as edições do Jornal Nacional foram espichadas em uma hora e em 90% do tempo o assunto é a queda de Temer. E William Bonner já chamou Temer de ex-presidente.
O Jornal da Globo vai na mesma toada. O outro William, o Waack não disfarça seu mal estar.
Nenhum presidente da República se mantém, no Brasil, sem o apoio da Globo. Que dirá com a Globo na oposição.
Em seu editorial de ontem, intitulado “A renúncia de Temer” a casa da família Marinho colocou as cartas na mesa: quer ver o atual presidente pelas costas, mas defende o que chama de “respeito à constituição”. Ou seja, eleições indiretas.
Mas não é o amor à constituição que a move. O nome disso é outro: medo de Lula.
Numa eleição indireta, com deputados e senadores como eleitores é mais fácil eleger alguém alinhado com as reformas trabalhista e da Previdência, pois a maioria do Congresso é conservadora.
A antecipação das diretas para outubro deste ano, prevista numa PEC em tramitação na Câmara dos Deputados, constitucional, portanto, é o pior cenário para a Globo e seus aliados: eles sabem que nesse caso Lula se elege com um pé nas costas e as reformas irão para as calendas gregas.
Quando enfim enxotar Temer do Palácio do Planalto – ela não vai sossegar enquanto não conseguir – a Globo vai centrar fogo nas Indiretas já.
Quem diria há um ano que a Globo iria aderir ao Fora Temer?!
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