A manutenção da condenação de Lula, decidida nesta quarta-feira (24) pelo TRF-4 agrava ainda mais a crise política no país, aumenta as incertezas quanto ao futuro e dá mais argumentos à tese de perseguição política ao PT e ao ex-Presidente.
A crise política e a divisão do Brasil foi acirrada pelo posicionamento – já esperado – do tribunal, e coloca, de um lado, a parcela da população que deseja o fim de Lula e seu partido e do outro, os apoiadores do seu projeto de chegar a um terceiro mandato de Presidente.
No meio, uma legião de pessoas – ex-leitores ou não de Lula – que apoiaram o impeachment de Dilma e hoje guardam doses de ressentimento e optam pelo silêncio depois de ver a Lava Jato ser parcial, livrando nomes descobertos em crimes muito mais graves dos quais Lula foi acusado e condenando petistas.
A decisão cria ainda mais insegurança eleitoral ao país e inicia uma verdadeira guerra jurídica da PT para manter Lula candidato e para evitar, inclusive uma prisão durante o calendário das eleições.
Também, a condenação reforça a tese de condenação política – como foi a cassação de Dilma – e dá mais argumentos a Lula e sua militância: ele lidera as pesquisas e teria chances de vencer em primeiro turno.
Hoje, o mundo observa o Brasil com atenção e muitos países colocam em xeque a democracia plena e as instituições do país, em especial o Judiciário.
Há chances de nos afundarmos numa crise ainda maior e o futuro pode ser incerto com o país dividido.
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