Opinião

Depois de Temer, o dilúvio

“Nem a direita aguenta mais Temer. Está difícil esse governo chegar ao fim do ano. Chegar a 2018, então, beira a missão impossível. O terrível é que depois dele pode vir alguma coisa pior. O dilúvio”, diz o colunista Alex Solnik; segundo ele, o Brasil tem hoje o ministério mais ficha-suja da história

Brasília - DF, 27/10/2016. Presidente Michel Temer durante Cerimônia de Lançamento do Multirão de Renegociação e Sanção de Leis referentes ao Supersimples e ao Salão-Parceiro. Foto: Marcos Corrêa/PR
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  Ele deveria ter dado mais atenção aos currículos da sua equipe de governo.

   Mas como poderia se foi um ministério para derrubar Dilma e não para reerguer o país?

   Se consultasse saberia que Geddel foi um dos anões do orçamento.

   E pensaria duas vezes antes de colocá-lo na sua antessala.

   Agora está numa saia justa: se não fizer nada, dando razão ao seu homem forte, vai acordar todo dia com manchetes destrinchando a vida pregressa de Geddel e agitação na Câmara ou seja, o escândalo vai entrar no seu gabinete; se despachar Geddel, dando razão a Calero vai  ajudar a incriminá-lo ainda mais e expô-lo à Lava Jato, onde seu nome já circula.

   E ainda que ele se livre de Geddel não será uma solução.

   Há vários Geddeis à sua volta.

   Não é com alegria que vejo acontecer o que foi previsto no início do governo.

   Era o ministério mais ficha-suja da história do Brasil.

   Com esse ministério nenhum governo vai para frente.

   Nem a direita aguenta mais Temer.

   Está difícil esse governo chegar ao fim do ano. Chegar a 2018, então, beira a missão impossível.

   O terrível é que depois dele pode vir alguma coisa pior.

   O dilúvio.

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Cortes 247

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