Opinião

Desbolsonarizar o Brasil

No Rio, embora seja difícil ganhar, quem está mais próximo de Romário é o candidato do PSB, não o do PT

Alessandro Molon e André Ceciliano
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Por Alex Solnik

O que eu entendo por desbolsonarizar o Brasil é impingir uma ampla derrota, nas urnas, tanto de Bolsonaro quanto de seus aliados aos governos estaduais, ao Senado, à Câmara e às Assembleias estaduais no maior número de estados possível no dia 2 de outubro. 

No Rio de Janeiro, o bolsonarista Romário está na faixa dos 30% para o Senado. O segundo, com apenas 11% é Molon. Ceciliano está com 5%. 

Embora seja difícil ganhar, quem está mais próximo de Romário é o candidato do PSB, não o do PT. 

“Ah, mas PT e PSB fizeram um acordo”. Tudo bem. Mas o que está em jogo é a desbolsonarização. Ou não? O próprio PT deveria reconhecer a superioridade numérica do candidato do PSB e encarar a realidade. 

Em Pernambuco, Marília Arraes desponta na liderança, perto dos 30%. O candidato do bolsonarismo tem 12%, o mesmo que o candidato do PT-PSB, Danilo Cabral. 

Marília é do Solidariedade, que está na aliança nacional com Lula. Mas, por causa do acordo, Lula apoia Cabral. 

Eu acho que a essa altura, com tantas ameaças pairando no ar, o interesse da nação deve estar acima do dos partidos. Devem ser apoiados os candidatos da aliança nacional anti-Bolsonaro potencialmente mais fortes, sobretudo em estados tão importantes como Rio de Janeiro e Pernambuco. Assim é que a aliança vai ter cara de frente ampla. 

Os bolsonaristas não vão sumir do mapa. Os monstros não voltam à caixa de Pandora. Mas, quanto menos bolsonaristas forem eleitos, menos poder terão seus simpatizantes. E vice-versa. 

E Lula terá mais tranquilidade para governar.

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Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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