Em coletiva à imprensa num dos salões mais suntuosos do Kremlin, Putin tentou amenizar, agora há pouco, o clima de “Terceira Guerra Mundial” fomentado por sua decisão de ontem de reconhecer as repúblicas separatistas de Donbass.
Ele desmentiu ter enviado tropas à região, como fontes oficiais do governo anunciaram e a imprensa internacional divulgou.
“Eu não disse que ia mandar as tropas agora”, disse ele.
O recuo de Putin pode ser atribuído à repercussão unânime do mundo contra a invasão da Ucrânia. Até a China deu a entender que não apoia agressão armada.
O primeiro-ministro alemão informou que a certificação do gazoduto Rússia-Alemanha foi suspensa “sine die”, sem o que ele não pode operar.
Isolado, o czar teve que voltar uma casa em seu jogo de ameaças à soberania da Ucrânia.
Mas sublinhou que os acordos assinados com as duas repúblicas implicam em proteção mútua em caso de ataque.
Se Kiev tentar retomar à força os territórios que eram seus, isso será encarado como declaração de guerra à Rússia.
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