No caso da agressão sexista e criminosa do Bolsonaro contra a jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de São Paulo, o jornalismo da Globo agiu com o rigor e a dignidade que deveria ter adotado – mas não adotou – para defender o jornalista Glenn Greenwald, do site The InterceptBrasil.
A Globo repercutiu a agressão de Bolsonaro com a veemência devida no Jornal Nacional, no noticiário da Globo News e de todas emissoras e rádios associadas ou repetidoras; nos sites do G1 e do Globo.com.
Glenn Greenwald, assim como Patrícia Campos Mello, foi vítima de uma incriminação fascista.
Glenn, ao invés de Patrícia, que foi atacada diretamente pelo presidente da República [sic], foi atacado por um procurador Bolsonaro-lavajatista que montou um inquérito farsesco para intimidá-lo.
Naquele grave ataque à liberdade de imprensa e à democracia, contudo, a Globo precisou alguns dias para fazer a 1ª reportagem sobre o ataque do procurador Bolsonaro-lavajatista a Glenn.
É salutar, por isso, que diante do novo ataque à liberdade de imprensa e à democracia, desta vez personificado na competente profissional Patrícia Campos Mello, da Folha de São Paulo, a Globo tenha reagido prontamente e, o que é ainda melhor, tenha perfilado todos seus funcionários-comentaristas fazendo ordem-unida na condenação ao fascismo bolsonarista.
Fascismo, aliás, que também é misógino e homofóbico. Uma guerra preconceituosa que, em regra, extermina as mulheres.
E, em primeiro lugar, as mulheres negras.
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