Lula ainda não completou o terceiro mês no Planalto mas as viúvas da Lava Jato, apoiadas por gigantesca cobertura midiática, já ensaiam um ataque vergonhoso a seu governo.
A conspiração, mais uma vez, envolve uma denuncia contra o PT, acusado de agir ao lado do PCC contra Sérgio Moro.
Vamos entender a situação. Quatro meses após a vitória de Lula na campanha presidencial, está claro que os velhos inimigos do Estado Democrático de Direito continuam irredutíveis em seu espírito reacionário e ambições sem fim.
Mesmo assim, vive-se uma conjuntura na qual seria puro absurdo cogitar um processo de impeachment contra um presidente recém-eleito. O que se pretende é dar curso a um roteiro pronto e anunciado.
A estratégia é clara. Tenta-se atacar a credibilidade do governo Lula até que seja possível paralisar seus movimentos, impedindo qualquer reação antes do golpe final. Nada de novo no front, meus amigos.
Basta lembrar uma versão resumida da última década de nossa história, quando as acusações sem nenhuma prova de Curitiba produziram o golpe de 2016 contra Dilma.
Depois de prender Lula, os golpistas até contaram com ajuda do STF para desobedecer a Constituição e impediram sua candidatura em 2018.
No último minuto antes da sentença, até apareceu uma prova incontestável da inocência do acusado, num episódio que parecia cena de filme de Hollywood. De posse dos registros oficiais sobre o triplex do Guarujá, único pretexto reunido pelo Ministério Público para denunciar a transação como criminosa, os advogados de Lula mostravam que o imóvel jamais havia pertencido à família presidencial.
Mesmo assim, o julgamento seguiu seu curso anti-Lula.
“Aqueles que não conhecem a história estão condenados a repetí-la”, escreveu o pensador irlandês Edmund Burke (1729-1797).
Alguma dúvida?
❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com redacao@brasil247.com.br.
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no Telegram do 247 e no canal do 247 no WhatsApp.
Apoie o jornalismo independente do 247:







Participe da discussão