O dono do frigorífico JBS, Joesley Batista trouxe à tona dois fatos que podem ser a base de um processo de impeachment de Michel Temer.
Ambos aconteceram durante o atual mandato. Neste ano.
E o mais grave: ele gravou tudo. E entregou as fitas à PGR.
O primeiro são as relações espúrias entre a sua empresa e o governo Temer.
Temer indicou o deputado Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&S. Dias depois ele foi gravado pela polícia Federal recebendo uma mala de dinheiro que continha 500 mil reais.
Ou seja, Joesley já estava atuando como colaborador premiado.
O segundo é mais incriminador ainda. Joesley diz a Temer, em reunião no dia 10 de março, no Palácio do Planalto que estava comprando o silêncio de Eduardo Cunha e de Lúcio Funaro, presos em Curitiba. E Temer comentou:
“Mantenha isso”.
Está gravado.
Não tem como Temer dizer que não disse.
Isso é obstrução de Justiça, sem tirar nem por.
A sorte está lançada.
Ah, Joesley também gravou Aécio pedindo dois milhões a pretexto de pagar advogados em processos da Lava Jato e a entrega da bufunfa a um primo do senador também foi gravada pela Polícia Federal.
Joesley matou dois coelhos com uma cajadada só.
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