Opinião

Joesley fornece munição para impeachment de Temer

“Não tem como Temer dizer que não disse. Isso é obstrução de Justiça, sem tirar nem por. A sorte está lançada”, escreve o jornalista, embora o Palácio do Planalto já tenha divulgado na noite desta quarta-feira 17 negando tudo; ao citar as gravações contra Temer e contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), flagrado pedindo R$…

Presidente Michel Temer. 06/04/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino
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O dono do frigorífico JBS, Joesley Batista trouxe à tona dois fatos que podem ser a base de um processo de impeachment de Michel Temer.

Ambos aconteceram durante o atual mandato. Neste ano.

E o mais grave: ele gravou tudo. E entregou as fitas à PGR.

O primeiro são as relações espúrias entre a sua empresa e o governo Temer.

Temer indicou o deputado Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&S. Dias depois ele foi gravado pela polícia Federal recebendo uma mala de dinheiro que continha 500 mil reais.

Ou seja, Joesley já estava atuando como colaborador premiado.

O segundo é mais incriminador ainda. Joesley diz a Temer, em reunião no dia 10 de março, no Palácio do Planalto que estava comprando o silêncio de Eduardo Cunha e de Lúcio Funaro, presos em Curitiba. E Temer comentou:

“Mantenha isso”.

Está gravado.

Não tem como Temer dizer que não disse.

Isso é obstrução de Justiça, sem tirar nem por.

A sorte está lançada.

Ah, Joesley também gravou Aécio pedindo dois milhões a pretexto de pagar advogados em processos da Lava Jato e a entrega da bufunfa a um primo do senador também foi gravada pela Polícia Federal.

Joesley matou dois coelhos com uma cajadada só.

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Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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