Sobre coisas boas, otimismo e esperança

O ex-presidente Lula aparece à frente com 48% das intenções de voto, seguido pelo presidente Bolsonaro que tem 21% das menções

www.brasil247.com - Manifestações contra Bolsonaro e Lula
Manifestações contra Bolsonaro e Lula (Foto: Jornalistas Livres | Jonas Souza / João Ramos)


Prometi à Dona Lourdinha, minha mãe, que escreveria apenas sobre coisas boas, sobre esperança e vou cumprir a promessa. 

A pesquisa do IPEC – Instituto de Pesquisa e Consultoria realizada entre os dias 9 e 13 de dezembro acerca da sucessão presidencial de 2022 me encheu de esperança e alegria, pois o povo brasileiro lidera. 

Isso mesmo, o ex-presidente Lula aparece à frente com 48% das intenções de voto, seguido pelo presidente Bolsonaro que tem 21% das menções, uma diferença de 27 pontos percentuais. 

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Sergio Moro, o fraudador de processos, aparece com 6%, Ciro tem 5%, Doria e André Janones aparecem com 2% cada.

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O folclórico Cabo Daciolo e Simone Tebet têm 1%. Os demais candidatos testados não atingiram 1% das menções.

E alguns dias depois tornou-se pública a pesquisa Datafolha, na qual Bolsonaro tem 60% de rejeição; Lula, 32%, e Moro, 30%, pesquisa encomendada pelo jornal Folha de São Paulo. 

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Mas como Lula, que passou 580 dias preso e que sofreu a maior campanha de destruição de reputação da nossa história, lidera a pré-campanha eleitoral com folga? 

Porque a disputa é entre o povo e os lacaios de uma entidade melindrosa chamada “mercado”.

O tal “mercado” não é nada virtuoso, empático ou generoso, não se ocupa das demandas humanas, ignora as pessoas que sonham, sofrem e se alegram.

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Os representantes do “mercado” desprezam gente comum que, como nós, acorda todos os dias e - como numa das cenas emblemáticas do filme Metrópoles de Fritz Lang -, caminha resignada para o trabalho.

Antes de seguir o argumento sobre as razões da liderança de Lula, vou relembrar o filme de Lang que merece um breve comentário. 

Metrópoles é de 1926 e a história se passa em Metrópoles no ano de 2026, uma cidade onde ricos industriais governam a partir de arranha-céus – uma espécie de “Faria Lima” ou “Wall Street” - enquanto os trabalhadores vivem nos subterrâneos e trabalham à exaustão para operar as máquinas que fornecem energia à cidade, são tratados como escravos pelos ricos. 

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O dono de Metrópoles, Joh Fredersen, tem um filho cujo nome é Freder.

Freder passa seu tempo praticando esportes e frequentando um parque de diversões. Contudo, tudo muda quando ele avista uma jovem chamada Maria, que trouxe um grupo de crianças dos trabalhadores para conhecer o estilo de vida privilegiado dos ricos. Ela e as crianças foram expulsas de forma violenta e rapidamente levadas para longe. 

Freder fica fascinado por Maria e desce para a cidade dos trabalhadores, na tentativa de encontrá-la. Nos subterrâneos ele conhece uma realidade que desconhecia, assiste horrorizado a exploração dos trabalhadores e seus efeitos: lesões e mortes.

Assistam ou revejam, vale a pena.

Mas voltando a Lula.

Lula também lidera porque ele é maior que qualquer partido político, pois sintetiza o Brasil profundo, representa o que de bom o nosso país tem: seu povo e suas aspirações.

Lula é legitimo representante do centro democrático e progressista.

Já os demais "presidenciáveis" são ou de direita (os chamados 3ª via) ou de extrema-direita (Bolsonaro e Moro), lacaios dos interesses do mercado financeiro e dos interesses políticos do império.

O povo brasileiro quer voltar a ver o país crescer, viver numa sociedade inclusiva e pacificada.

E não se trata de um retorno ao passado, mas um seguir adiante, de reconquista das políticas públicas indutoras do desenvolvimento econômico os quais, desde o golpe que apeou Dilma da presidência, ficaram distantes, pois, após 2016 o Brasil relativizou justiça social e a população percebeu. 

Temer e Bolsonaro retomaram o projeto neoliberal, incapaz de atender as demandas do povo brasileiro, exatamente como aconteceu ao longo dos anos 90. 

Nosso povo vê com pesar e indignação que a economia não cresce e está muito mais vulnerável do que em 2015 e 2016, além de o presidente da república haver submetido a soberania do país à ideologia da extrema-direita; a corrupção continua alta e, principalmente, a crise social e a insegurança tornaram-se assustadoras.

Essa é a verdade.

O sentimento predominante em todas as classes e em todas as regiões é o de que Bolsonaro foi um erro, por isso, o país não pode insistir nesse caminho, sob pena de ficar numa estagnação crônica ou até mesmo de sofrer, mais cedo ou mais tarde, um colapso econômico, social e moral.

Essa percepção do fracasso de Temer, Bolsonaro, Guedes e Moro – que frustrou muitos incautos -, não está conduzindo ao desânimo, ao negativismo, nem ao protesto destrutivo. A população está esperançosa, acredita nas possibilidades do país, mostra-se disposta a apoiar e a sustentar o projeto nacional que fez o Brasil crescer, a gerar empregos, a reduzir a criminalidade, a resgatar nossa presença soberana e respeitada no mundo. 

A preferência por Lula tem essas razões, tem o conteúdo de superação, é um movimento em defesa do Brasil.

O povo brasileiro tem memória clara de como foi o governo Lula: inflação baixa, pleno emprego, crescimento do PIB, casa própria, filhos na universidade, redução da vulnerabilidade externa pelo esforço conjugado de exportar mais e de criar um amplo mercado interno de consumo de massas; incremento da atividade econômica combinadas a políticas sociais consistentes e criativas. 

Faltaram reformas? Sim, mas Lula não errará de novo nisso, pois sabe que as reformas estruturais devem democratizar e modernizar o país, com vistas à justiça, eficiência e tornando o país mais competitivo no mercado internacional.

O mercado resiste, mas sabe que os contratos foram respeitados por Lula, que não ocorreu nenhuma ruptura irresponsável e todos sabem que a volta do crescimento é o único remédio para impedir que se perpetue o caos. 

Espero que a Dona Lourdinha goste dessas reflexões que procuram falar de esperança e otimismo pelo porvir. 

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

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