Não precisa esperar a contagem dos votos para saber quem vai ganhar a eleição presidencial na Venezuela.
Maduro inviabilizou candidaturas, desidratou os votos dos exilados, fechou as fronteiras, expulsou apoiadores internacionais dos oposicionistas.
Declarou várias vezes que não vai aceitar outro resultado que não a sua vitória.
Esse combo de atos,decisões e medidas autocráticas mostra claramente que a derrota não é uma opção. Mesmo porque o bolivarianismo é um regime rumo ao socialismo, e o socialismo não admite alternância de poder por se fundamentar em projeto de longo prazo.
Maduro controla a mídia, o Judiciário, o Legislativo, o sistema eleitoral e o Exército. Ele não é apenas chefe de governo, mas de um movimento cívico-militar-policial, portanto baseado na força das armas e não das urnas.
A sua derrota seria a derrota do regime, o que os militares não vão aceitar, pois o controle do petróleo está sob o seu tacão.
Maduro não perde o sono com as sanções, daqui a pouco acaba a guerra contra a Ucrânia e a Rússia vai voltar a dar fôlego à Venezuela, que é a prioridade da política externa russa na América Latina.
Autocratas não organizam eleições para perder.
Se as urnas insistirem em dizer o contrário, pior para as urnas.
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