Opinião

Medalha de ouro para a França

‘Não vi medo, vi a celebração da diversidade, da arte, do talento, da civilização. E do amor’, escreve o colunista Alex Solnik

Embarcação com as delegações de Afeganistão, África do Sul, Albânia, Argélia e Alemanha passa pelo Sena perto da Torre Eiffel
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Estou embasbacado, nunca vi um espetáculo como esse da abertura da Olimpíada de Paris, e não estou falando só de aberturas de olimpíadas, eu nunca vi nada parecido com isso comparando com qualquer show, nunca vi tanto talento espalhado ao longo de seis quilômetros do Rio Sena, nas pontes, nas janelas dos casarões, nas margens do rio, centenas de dançarinos, esculturas, desfile de moda, músicos, cantores, três horas de duração, começou de dia, terminou à noite, as cenas ao vivo intercaladas com cenas gravadas, tudo muito sincronizado com o desfile das delegações em barcos, nenhum erro, sob chuva constante que não atrapalhou, a chama olímpica subindo num balão, o Hino ao Amor da eterna Edith Piaf cantado por Céline Dion no alto da Torre Eiffel, Paris colocou Hollywood no bolso.

Eu estava achando que esta seria a Olimpíada do Medo. Me enganei. Não vi medo, vi a celebração da diversidade, da arte, do talento, da civilização. E do amor.

Medalha de ouro para a França.

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