Mudou a qualidade do poder. Aparentemente, quem dá as cartas é o presidente Bolsonaro, com toda a sua carga autoritária; essencialmente, porém, a realidade é outra; o Congresso é o verdadeiro poder republicano, depois que lá se aprovou o orçamento impositivo; os congressistas votam o que terão direito a retirar do orçamento da União, para atender suas bases; ao executivo, resta cumprir ordens do legislativo; vigora-se, efetivamente, o parlamentarismo; Bolsonaro, incomodado, tenta vetar o que os parlamentares determinam; mas o veto dele não tem força para ficar em pé; são as novas regras políticas republicanas, no momento em que Bolsonaro tenta militarizar geral o governo; ao contrário do que aconteceu depois do golpe de 1964, hoje, 2020, não é o Congresso que se submete ao Executivo; os generais, no Planalto, tem que cumprir as ordens legislativas.
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