Opinião

Mentiras de guerra

Comparação entre Hamas e Israel precisa sempre destacar uma diferença estrutural: Israel é uma força ocupante, colonizadora

REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa
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Primeiro foi uma nota do Diretório Nacional do PT.

Depois foi o presidente Lula.

Ambos condenaram os ataques contra civis, seja os praticados pelo Hamas, seja os praticados por Israel.

Nos dois casos, Israel reagiu brutalmente à comparação, à analogia, à simetria.

Não querem ser comparados. Terroristas seriam os outros e apenas os outros.

Pessoalmente, acho que a comparação entre Hamas e Israel, seja lá no que for, precisa sempre destacar uma diferença estrutural.

E esta diferença estrutural é a seguinte: Israel é uma força ocupante, colonizadora.

E os povos colonizados têm o direito e o dever de lutar contra a ocupação.

Daí decorre a seguinte conclusão: o “direito de se defender” de Israel é similar ao “direito de se defender” das tropas nazistas contra os partisans, na França, na Itália etc.

Isto seria verdade, mesmo que os ataques do 7 de outubro tivessem sido exatamente como o governo de Israel disse que foram.

Ou seja: mesmo condenando ataques contra civis, é preciso reconhecer que a violência cometida pelo ocupado é distinta, do ponto de vista político, da violência cometida pelo ocupante.

Mas o que está vindo a tona começa a demonstrar que Israel mentiu, inclusive sobre o o ocorrido no dia 7 de outubro.

Neste sentido, recomendamos a leitura de dois textos.

Primeiro texto:

La Jornada: Surgen evidencias de que el alto mando militar israelí ordenó matar connacionales

Segundo texto:

Fatos que Israel tenta esconder – A Terra é Redonda (aterraeredonda.com.br)

O segundo texto é escrito por um cidadão com uma ficha e tanto (incluindo “sex crimes”). A ficha está aqui:

Scott Ritter – Wikipedia

Uma versão romanceada de um aspecto da vida deste cidadão pode ser vista no filme Zona Verde, com Matt Damon:

Zona Verde – Filme 2010 – AdoroCinema

Polemicas à parte, vai se confirmando que, nas guerras, a verdade é muitas vezes pior do que as aparências.

E, também, que não se deve confiar “nem um tiquinho” no governo de Israel.

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Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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