Opinião

Moro, o bocó, Bolsonaro, o malandro, uma história…

Moro é um bocó que foi levado a uma posição de justiceiro por uma casta econômica que queria derrotar Lula. Um tipo que escreve testo, assim mesmo, com S, nos agradecimentos da revisão de sua tese de pós-graduação

Ex-Juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol
Siga o 247 no Google Notícias Seguir no Google Notícias Adicione o Brasil 247 como fonte preferencial no Google Apoie o jornalismo independente Apoie o 247

Bolsonaro é uma besta quadrada. Daquele tipo que não consegue tomar sorvetes de duas bolas sem ter que trocar de roupa depois. Um verdadeiro imbecil.

Mas ao mesmo tempo é um malandro clássico. Conhece os atalhos. Sabe como lidar com os chefes de milícia, que já homenageou. E as Forças Armadas. E policiais.

Moro, não. Moro é um bocó que foi levado a uma posição de justiceiro por uma casta econômica que queria derrotar Lula. Um tipo que escreve testo, assim mesmo, com S, nos agradecimentos da revisão de sua tese de pós-graduação. E que não sabe conjugar verbos básicos. Mas que de repente se tornou um herói, um gênio.

O malandro e o bocó perceberam que podiam tomar o poder central do país e se tornaram sócios.

O malandro virou presidente e o bocó aceitou ser ministro da Justiça pra ganhar uma cadeira no Supremo depois. Ou quem sabe se tornar sucessor do malandro.

Deu ruim para o bocó, que foi descoberto fazendo malandragens.

Ao que tudo indica, o malandro que não confia 100% no bocó, como já registrado, vai lhe dar um pé na bunda.

Mas não sem antes garantir que os bocozentos, que vão fazer manifestações em defesa do seu ídolo, não fiquem bravos.

É só uma questão de tempo, bocó.

❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com redacao@brasil247.com.br.

Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

Participe da discussão

Acompanhe as
últimas notícias