Opinião

Na base do “eu prendo e arrebento”, Marun usa lei da ditadura contra Janot

“O deputado Carlos Marun, aquela flor de pessoa concluiu, em seu relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre a JBS, que o ex-procurador Rodrigo Janot deve ser preso, por infringir a Lei de Segurança Nacional”, reforça o colunista Alex Solnik; “É claro que a atual Procuradora vai engavetar o pedido estapafúrdio, com o qual…

"O deputado Carlos Marun, aquela flor de pessoa concluiu, em seu relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre a JBS, que o ex-procurador Rodrigo Janot deve ser preso, por infringir a Lei de Segurança Nacional", reforça o colunista Alex Solnik; "É claro que a atual Procuradora vai engavetar o pedido estapafúrdio, com o qual Marun, possivelmente, quis agradecer a indicação ao ministério, pois nada mais agradaria ao chefe do que ver Janot atrás das grades, mas revela que ele tem saudades da ditadura e o estilo que vai adotar na Secretaria de Governo que assume depois de amanhã: 'eu prendo e arrebento'"
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O deputado Carlos Marun, aquela flor de pessoa concluiu, em seu relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre a JBS, que o ex-procurador Rodrigo Janot deve ser preso, por infringir a Lei de Segurança Nacional.

A Lei de Segurança Nacional, que vigiu durante a última ditadura militar foi revogada por João Figueiredo, o último general, em 1983 e substituída, por ele próprio, pela Lei 7170, que não se chama Lei de Segurança nacional e trata de crimes que lesam ou expõem a perigo o presidente da República.

Nada a ver, portanto, com o caso em questão, no qual Janot apresentou acusações contra o presidente da República, sem jamais provocar alguma lesão ou o expor a perigo.

É claro que a atual Procuradora vai engavetar o pedido estapafúrdio, com o qual Marun, possivelmente, quis agradecer a indicação ao ministério, pois nada mais agradaria ao chefe do que ver Janot atrás das grades, mas revela que ele tem saudades da ditadura e o estilo que vai adotar na Secretaria de Governo que assume depois de amanhã: “eu prendo e arrebento”.

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