Opinião

Não lutar, mas vencer

“Não lute, se lutar não fira e se ferir não mate”

Festival da Primavera, ANO NOVO CHINÊS
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Nos topônimos dos Estados Unidos atuais, prevalecem os nomes dos povos que usavam belos cocares de pena e viviam em harmonia nos ciclos da natureza. Quantos conhecimentos se perderam com essas vidas anônimas e culturas sagradas das Américas! Se os antigos invasores estraçalharam as pessoas originárias, agora farão o mesmo com o planeta em que pisam, na mortalha desses guerreiros. Perfuram para obter mais petróleo e metais. Furar, furar… e sai da frente que o Trump vem aí.

Durante muito tempo, porém, a China esteve longínqua, pouco acessível por terra e mar. Na Idade Média, Marco Polo passou por lá e voltou contando façanhas, mas poucos acreditaram. Recentemente, foi estereotipada como país comunista, como se não fosse civilizada e por outras coisas que o Ocidente desdenha. Então, o predador branco chegou lá, mas não se integrou. Não se misturou, não. Mas vai se autodestruir se não enxergar o óbvio.

As lutas marciais chegaram ao Ocidente no século passado e viraram febre através de filmes como os de Bruce Lee. Então, abriram-se academias de luta, e jovens se incorporaram provocativos, como valentes invencíveis, sem entender a filosofia serena da China. A máxima chinesa é: se desentender com alguém, não lute; se lutar, não fira; e, se ferir, não mate. O povo chinês não é agressivo. A luta é tão somente autodefesa.

A China se define pelo que é, não pelo que o Ocidente quer que ela seja. Aliás, a China se caracteriza pelo Socialismo Democrático, com eleições desde as vilas e cidades, cujas pautas são debatidas nos Congressos Populares, que elegem os respectivos dirigentes locais. Tais Congressos Populares elegem os membros do Congresso Nacional do Povo, e este, os demais dirigentes nacionais. Por outro lado, os EUA se dizem a “maior democracia do mundo”, mas são puro imperialismo, onde vence quem tem mais dinheiro para barganhar e bancar a mega propaganda contra o adversário. Governo de ricos. Plutocracia.

Os magnatas americanos tiveram um susto com o inusitado aplicativo de um laboratório chinês, a Deepseek, que aterrorizou o mercado acionário, causando um rombo enorme nas big techs americanas. De um golpe só, Microsoft, Meta, Alphabet (do Google) e Apple esperneiam sob o prejuízo de mais de US$ 1 trilhão – valor que equivale à renda econômica do Brasil durante o ano passado inteiro. Isso, para se ter uma ideia da riqueza dessas big techs.

Aquelas empresas fecham seus códigos-fonte para ninguém criar um aplicativo igual e, assim, cobram caro por seus produtos. Entretanto, a China ofereceu o aplicativo com código aberto e gratuito, para baixar no computador, de fácil operacionalidade, revelando o “segredo”.

E tem mais: o chamado “Sol artificial” chinês – uma usina em órbita geoestacionária, projetada para prover energia infinita, conforme o termo metonímico “Sol artificial”. A China, que já domina o carro elétrico e silencioso, pode se tornar autossuficiente em energia sem perfurar um único poço de petróleo, com céu limpo e ar fresco.

A ironia da história humana ocidental é que não precisavam cometer tantas crueldades com seus vizinhos, pois a China mostra que as coisas podem ser mais simples, produtivas e lucrativas. Então, menos, Trump, menos…

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Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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