Pode parecer estranho o que vou dizer agora, mas a origem do mal foi Reinaldo Azevedo ter criado a palavra “petralha”. Ao fazer isso, ele nomeou o inimigo, o novo judeu. O nazismo brasileiro, que degenerou em Roberto Alvim, nasceu ali.
É também importante recordar o contexto. O neologismo surgiu quando José Serra se preparava para disputar a sua segunda eleição presidencial e os tucanos intuíam que teriam que recorrer ao discurso de ódio para derrotar o PT e retomar o poder.
Como se sabe, Serra perdeu para Dilma em 2010, assim como Aécio em 2014, mas o ambiente político brasileiro já vinha sendo intoxicado. E, evidentemente, o discurso moralista da direita era absolutamente hipócrita, como demonstraram as contas na Suíça do PSDB e o caso JBS.
Esse falso moralismo, amplificado pela mídia, levou patos amarelos às ruas, provocou a maior recessão da história do Brasil e colocou neonazistas no poder (Alvim não é o único) a serviço de interesses internacionais.
A questão agora é como desfazer o estrago, mas o registro histórico precisa ser feito. Bolsonaro é a consequência direta do ódio instalado no Brasil pela direita “limpinha e cheirosa”, que hoje renega seu fruto podre.
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