Opinião

O Senado, Copacabana, Maracanã e a democracia no Brasil

“A democracia brasileira está pendente entre as votações restantes no Senado e a vontade amplamente majoritária do povo brasileiro de reafirmar a democracia, rejeitar o governo golpista de Michel Temer e desejar retomar o destino do pais nas suas mãos”, diz o colunista Emir Sader; “As pesquisas que saíram no mesmo dia das manifestações consolidam…

"A democracia brasileira está pendente entre as votações restantes no Senado e a vontade amplamente majoritária do povo brasileiro de reafirmar a democracia, rejeitar o governo golpista de Michel Temer e desejar retomar o destino do pais nas suas mãos", diz o colunista Emir Sader; "As pesquisas que saíram no mesmo dia das manifestações consolidam a rejeição do governo golpista e dos seus projetos de desmonte do pais e dos direitos dos brasileiros. Na maior concentração de meios de comunicação que o Brasil ja viveu, as demonstrações forma globalizadas, em Copacabana e no Maracanã, dando o tamanho de um personagem medíocre e ridículo, assustado diante do povo e das suas vaias, e a alegria do povo nas ruas, espontânea e vibrante"
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Entre os tantos contrastes da abertura das Olimpíadas do Rio, uma delas é o contraponto entre a votação do dia anterior – 14 a 5 – de supostos representantes do povo brasileiro, legitimando o golpe que o Congresso está dando e o governo ilegítimo de Michel Temer, e as manifestações do povo brasileiro no dia seguinte.

A democracia brasileira está pendente entre as votações restantes no Senado e a vontade amplamente majoritária do povo brasileiro de reafirmar a democracia, rejeitar o governo golpista de Michel Temer e desejar retomar o destino do pais nas suas mãos.

As pesquisas que saíram no mesmo dia das manifestações consolidam a rejeição do governo golpista e dos seus projetos de desmonte do pais e dos direitos dos brasileiros. Na maior concentração de meios de comunicação que o Brasil ja viveu, as demonstrações forma globalizadas, em Copacabana e no Maracanã, dando o tamanho de um personagem medíocre e ridículo, assustado diante do povo e das suas vaias, e a alegria do povo nas ruas, espontânea e vibrante.

Mostra que pode ser no curto prazo os destinos do país fiquem ainda nas mãos dos soturnos, tristes, depressivos, vaiados e rejeitados políticos golpistas, mas que a forca acumulada pela democracia nestes meses da confiança de que a história nao se detém ai, que quando a democracia se funde com a forca popular e com a razão os argumentos inquestionáveis, não há quem a detenha.

O Brasil foi assaltado por uma gangue de políticos corruptos que se rebelam contra o maior processo de democratização social que nossa historia já viveu, tentando se reapropriar do Estado e do país, como se foram suas capitanias hereditárias, como se haviam acostumado a comportar.

Seus desígnios sombrios não se detêm em substituir uma presidente eleita pelo povo por um decorativo impostor, mas querer destruir os direitos e o patrimônio dos brasileiros e montar um sistema politico blindado, imune à democracia e ao povo.

Instalar uma espécie de parlamentarismo de fato, retomar o financiamento privado das campanhas eleitorais, inviabilizar a candidatura do Lula, desmontar o Estado brasileiro, os direitos dos trabalhadores e os recursos para as políticas sociais, o lugar soberano do pais no mundo.

Mas, como se viu no glorioso dia da democracia em que se inauguraram as Olimpíadas, falta combinar com o povo brasileiro. E, como vimos ontem, entre tantos festejos, uma comemoração a mais: “Viva o povo brasileiro!”

                  

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Cortes 247

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