Quem acompanha de perto a cena política de Pernambuco sabe de cor e salteado que, pela ordem, o prefeito Geraldo Júlio e o governador Paulo Câmara foram os escolhidos pelo saudoso ex-governador Eduardo Campos. Esta realidade sucessória, contudo, diante da nova realidade da conjuntura nacional, mostra que os dois herdeiros de Eduardo estão em via de perder o comando partidário e político, a partir da sucessão municipal deste ano.
Paulo Câmara foi o primeiro a sentir esta alta preocupação com a decisão do PSDB e do DEM de anunciarem saída do Governo do PSB faltando poucos meses para a sucessão municipal, logo esta realidade afeta duramente a reeleição de Geraldo Julio em Recife.
CULTURA DA TRAIÇÃO DESCARADA
O modus operandi do vice-presidente Michel Temer de romper com a titular, Dilma Rousseff, passando a ser o principal algoz da companheira de chapa, pode até não ser no mesmo nível, mas a saída do Governo do PSDB e DEM significa claramente que o PSB vai enfrentar seus tempos de PT, ou seja, de perda do poder.
Com a nomeação de quatro Ministros de Pernambuco no Governo interino de Temer sem a consulta prévia do governador demonstra que o novo stablishment reproduz a cultura da traição como método a ser usado daqui em diante em Pernambuco.
Neste particular, o PSB vai enfrentar o que fizera com Lula e o PT.
PERDA DE RECIFE
Do jeito em que a coisa anda, Daniel Coelho tende a ser o nome em condições de desbancar Geraldo Julio.
A trama dentro e fora da Oposição é de que Bruno Arauhjo, Mendoncinha, Henry e Fernando Bezerra Filho não são liderados do governador e isto cria fosso irreparável.
Segundo informes constantes, o PSB de Pernambuco vive a fase da canção famosa de Atualfo Alves que, segundo ele, “eu (PSB) era feliz e não sabia”.
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