Polarizar é muito bom para o candidato em campanha eleitoral.
Mobiliza os simpatizantes. Conquista adeptos. Movimenta as redes sociais. Empurra o adversário para o seu respectivo canto do ringue. Separa o joio do trigo. Dá manchete nos telejornais.
Mas, uma vez no governo, a polarização traz mais malefícios que benefícios.
Uma vez no governo, aquele candidato, que venceu as eleições, não ganha nada com isso.
Ao contrário, só perde.
Porque, ao polarizar, ele afasta automaticamente quem votou no seu adversário, em vez de atrair.
Em outras palavras, ao insistir no “ou eu ou ele”, o presidente nunca terá mais de 50% de aprovação. Esse é o seu teto.
Como o presidente é sempre a cara do governo, isso vai se refletir nas pesquisas.
Para aumentar a sua aprovação, Lula deve conquistar cabeças e corações que não votaram nele.
Ampliar e não estreitar a frente ampla.
Parar de polarizar é o primeiro passo.
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