Bolsonaro está começando a perceber que demitir integrantes de seu governo é um excelente negócio.
A imprensa adora e turbina generosamente a imagem de “um presidente que não aceita desvio de função”.
O caso da exoneração-recontratação-demissão de Vicente Santini, ex-número 2 da Casa Civil, é emblemático.
Bolsonaro viu a repercussão negativa do uso do avião da FAB por Santini, demitiu na hora e foi agraciado por manchetes que mais pareciam notas de sua assessoria de imprensa.
Mas, sem a menor cerimônia, ele o recontratou, talvez achando que ninguém ia notar.
O caso é que a recontratação caiu mal de novo e ele demitiu DE NOVO, ganhando mais uma vez as manchetes ‘elogiosas’ de todos os grandes jornais brasileiros.
É uma espécie de ‘bis’. Demite e ganha publicidade. Recontrata e espera. A imprensa fica perplexa e denuncia. Ele vai lá, demite de novo e mais uma vez fica bem na fita.
O problema é que ele está pegando gosto por esse comportamento ultra subserviente do nosso jornalismo.
Ele vai começar a demitir alguém toda a semana para, quem sabe, chegar a 75% de popularidade até o fim do ano.
Com um jornalismo desses, quem não faria isso?
Vem aí o “Programa de Demissão Publicitária” do senhor Jair. Vai bombar inclusive nas mídias independentes que lhe prestam serviço similar.
Viva o Brasil.
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