Por Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia
Passadas algumas horas, é possível entender a estratégia de Putin e o seu objetivo maior.
Ataques múltiplos é o eufemismo que especialistas estão dando à invasão.
Poderiam dizer “blitzkrieg”, como ficaram conhecidos os ataques de Hitler aos seus vizinhos, de surpresa, massivamente, empregando todas as armas e atacando em vários locais ao mesmo tempo. Sem dar tempo ou espaço para a reação do país agredido.
Os russos estão mirando instalações e equipamentos militares. Em portos, aeroportos ou em terra firme. O plano é destruir rapidamente a maior parte possível do poderio militar ucraniano. Para o país ficar de joelhos.
É claro que esses bombardeios assustam os ucranianos, que só pensam em se esconder ou fugir, em vez de defender o seu país, como Zelensky pretende.
Putin sabe que nem a Otan nem ninguém vai mandar tropas para detê-lo, pois o conflito, que é regional, tornar-se-ia mundial. Ninguém quer a Terceira Guerra.
Sanções econômicas não vão impedi-lo de perseguir o objetivo maior.
A intenção de Putin não é obrigar Zelensky a aceitar a independência das duas repúblicas separatistas. E ir embora pra casa. Somente a rendição não basta. Enquanto Zelensky for o líder sempre haverá risco de a Ucrânia entrar para a Otan. O que Putin considera ameaça à Rússia.
O objetivo maior de Putin é derrubar Zelensky e colocar no lugar um presidente-fantoche pró-Kremlin.
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