O Congresso se rebelou contra essa demanda neoliberal embora seja dominado pela direita e ultradireita que se subordinam à Faria Lima.
Como, no entanto, a maioria congressista neoliberal tem compromissos com sua base política eleitoral, acabou entrando em contradição que a empurrou à aliança com a esquerda, na concessão de benefícios fiscais em forma de favorecimento de cesta básica ampliada, de um lado, e cashback, dinheiro de volta, de outro.
Redução de impostos para carboidratos e proteínas favorece a classe média e o cashback beneficia o lumpemproletariado, que poderá, como a classe média e a classe alta, comer, além dos carboidratos, as proteínas.
A reforma tributária exercita o famoso jeitinho brasileiro, ao sustentar os capitalistas da produção com isenção de impostos e os assalariados e os socialmente excluídos com políticas populistas, cujos beneficiários, ao final, serão os próprios empresários.
Evidentemente, não tem razão os neoliberais com argumentos segundo os quais se cair imposto sobre carnes, haverá redução da arrecadação e elevação de déficit fiscal, contra o qual reage a Faria Lima.
Afinal, se todos puderem comer proteínas animais, uns mais, outros menos, o resultado será aumento e não queda de arrecadação.
Os ricos não comerão mais carne do que já comem, se o imposto sobre o produto cair, visto que fazem dieta, para ficarem mais bonitos; mas os pobres e a classe média proletarizada, podendo pagar menos, seguramente, comerão mais.
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